sexta-feira, 28 de março de 2008

One HELL of a trip

Pois é, gente... tanto falei, tanto prometi... alguns até duvidaram... mas o dia chegou. Mudei-me para o Pará, e daqui que agora vos escrevo. And I'll tell ya, que viagem! Eu jurei pra mim mesmo que escreveria aqui sobre ela na primeira oportunidade que tivesse, e aqui vou eu.

Prólogo - I had it comin'

Estava eu tranquilamente sonhando em minha confortável caminha, quando sou despertado por uma mãe quase histérica: "Acorda! Acorda que você vai pro Pará hoje!" Eu pensei "Mas hein?!?!"
Alright, then... recobrado do choque, comecei a fazer perguntas, mas todas provaram-se em vão, uma vez que a viagem não poderia ser adiada nem coisa alguma, eu tinha é que saltar da cama na hora e correr pra São Paulo. Uma vez em São Paulo, comprei um livro novo (e grosso) pra viagem, carreguei um MP3 Player com músicas legais, e embarquei o Itapemirim sentido Belém - PA, onde essas crônicas se iniciam.

Dia 1 - Terreno familiar

O primeiro dia foi bastante tranquilo e sem nenhum grande destaque. Eu já havia feito viagens longas antes, então não foi nada excepcional passar algum tempo no ônibus, fazendo paradas e passando por cidades familiares... except that, dessa vez, eu me via passando por cidades onde moravam amigos e sentia muita vontade de vê-los antes de partir... como por exemplo, queria ver o Yama quando passei em Limeira, ou o Cesar quando passei em Jundiaí... pena que não pude avisar ninguém que estava indo embora...
Começaram a passar um filme à noite... mas como a peãozada é foda, botaram dublado, arrancando todo meu interesse em assistí-lo. Resolvi ficar ouvindo música quando percebi, tristemente, que uns 70% das músicas que eu coloquei simplesmente não tocavam no MP3, que se resumia a informar "Bad Song!" ¬¬"
Segui viagem até Uberaba, em seguida adentrando Goiás... e é aí que a coisa começa a ficar interessante.

Dia 2 - Highway to hell

O dia começou ruim... afinal, é sempre um desafio pra mim dormir dentro do ônibus. Como pelo menos tinha um cobertor e um travesseiro, eu tinha um bônus de conforto, mas ainda foi uma tarefa desafiadora. Tentei diversas posições, buscando o máximo conforto. Algumas me doíam as costas; outras me doíam o pescoço; todas me doíam o orgulho. Acabei optando por uma posição bizarra com as pernas cruzadas pro alto apoiadas na janela, só vendo mesmo pra entender. BTW, eu tive sorte de ter sido uma das poucas pessoas no ônibus que teve dois lugares só para si. Sem isso, a viagem seria, de fato, infardável.
Bom, daí vocês conhecem a mistura: ar condicionado, ambiente fechado...minha rinite chegou dando pirulito do Dhalsim, rendendo-me nariz irritado e espirros o dia todo. De lambuja, uma dor de garganta que persiste até o momento. Como vocês devem imaginar, eu não estava com um pingo de bom humor nesse dia.
Acordei com uma parada do ônibus num puta botequinho cabeça-de-porco, no Goiás. Mas deu pra tomar um cafezinho maroto e seguir adiante com a viagem. Um cara com o fêmur quebrado do meu lado não parava de tentar puxar papo sobre mitologia grega, mas aparentemente ele só conhecia o episódio de Tróia, então uma hora encheu o saco falar com ele. Sendo assim, me afundei no meu livro e passei a ignorá-lo o tanto quanto possível.
Com um pouco mais de viagem, o motorista colocou mais um filme para assistirmos. The War. Não sei o título em português, pois a besta colocou um filme que, além de ser chato pra caralho, so tinha legendas e idioma em inglês e japonês! Não satisfeito com isso, ele deixou o filme rodando em japonês! xDDD
Eu olhava a paisagem lá fora e não via nada... me perguntava se essa viagem acabaria bem.
Na hora do almoço nós paramos de repente num lugar tão cabeça-de-porco que eu me perguntei se aquilo era mesmo um restaurante. Tremenda pocilga, e a comida era uma bosta. Depois de comer eu fui ao banheiro e fui saudade com uma plaquinha acima do urinol. Feita de papelão e escrita em giz de cera, com os dizeres: "Pra você mijar". Adorável.
Lá fora, o céu tinha aspecto peculiar. As nuvens, de diferentes tamanhos e cores, contrastando também em distância, com o cenário ao fundo parecia uma pintura à óleo. Lindo mesmo.
Ainda mal humorado, continuei lendo e seguindo viagem. Estava ficando cada vez mais dolorido de ficar sentado o dia todo, e todas as paradas eu descia só pra ficar em pé um pouco.
A última parada em Goiás foi num lugar que, a princípio, eu pensei ser um posto de gasolina muito grande, com pequenos comércios ao redor. Mas não tardei em descobrir que aquilo era, actually, uma cidade! Oh shit, pensei, eu NUNCA tomaria isso por uma cidade! Numa placa acima de uma tendinha de camelô, havia um mapa do Goiás com a localização da cidade, e explicando ser uma das cidades mais importantes no norte do Goiás, e ponto turístico valioso. Ri OSSEANOS.
Ah, mas acham que isso foi ruim? Agora eu entrei no Tocantins! xDDDD
As paisagens amplas e vazias do Goiás deram lugar ao mato selvagem do Tocantins, com incontáveis pontos de queimada. O cine-busão agora resolvera passar os três episódios de Piratas do Caribe em sequência. Não importa em que momento eu olhasse pela janela; no Tocantins, as músicas aventurescas do Piratas no Caribe eram sempre adequadas xD
Como se fosse possível, o lugar onde paramos para jantar era ainda mais cabeça-de-porco que o do almoço. Prefiro nem comentar u.u"
Bônus: a cidade era cortada pelo Ribeirão Tranqueira. Sim, eu também pensei que tinha lido errado da primeira vez xD
Entrei no busão e tratei de logo dormir, pois já estava de saco cheio! Ainda bem que a rinite drena minhas energias, e eu não tardei a dormir. Tive um bônus ainda que o manco sentado ao meu lado foi embora, então tive quatro poltronas para me esticar e dormir confortavelmente.

Dia 3 - The final countdown

Acordei já na divisa com o Maranhão. Então paramos numa cidade logo no comecinho do Maranhão para tomar o café, e foi confortável. E tava tudo bem, até eu descobrir que a estrada tava parada pois uma chuva ontem derrubou parte da pista ¬¬"
Esperando clearance, fui tomar um banho. No banheiro havia uma placa à mão:

Pia: 0,50
Mijo: 0,50
Feze: 1,00
Banho: 2,00

Adorável.
Parado tanto tempo em Açailândia, acabei conversando um pouco mais com o pessoal que tava no busão comigo... e meio que fiz uma turminha. Daí juntos fomos tocar o puteiro com o pessoal da Itapemirim, cansados de esperar 3 horas pra voltar à viagem. Prosseguimos, então, e o congestionamento era vertiginoso x.x"
Eventualmente conseguimos passar pelo buraco (uma cratera do tamanho da cabeça do Petri) e seguimos viagem, parando na cidade seguinte para almoçar. Graças à um dos membros da minha turminha, não comi no restaurante onde o busão parou, mas sim numa casinha próxima, onde uma tia fez uma galinha caipira que me deixou bauduco.
O resto da viagem foi confortável... metade acabando de ler meu livro, metade conversando com os colegas... até eventualmente chegar em Castanhal, 52 horas depois de partir de São Paulo.

Epílogo - Newtunes
A cidade não é nada excepcional, mas é até agradável. Depois de jantar com o vô e minha mana, Albert me levou pra sair pela cidade e quase me meteu na maior cilada. Tudo bem ele ser barangueiro, mas levar duas e me deixar encalhado com uma é sacanagem! ò.ó
Ainda bem que ele teve de apanhar o Kim e levá-lo em casa, daí eu tratei de ficar em casa também xD
Aguardem mais notícias e, agora que eu tenho alguma vida ativa, talvez mais textos e mais engraçados.

9 comentários:

NOKU disse...

totalmente excelente o relato

algo ruim tb me aconteceu quando voltavamos de bsb

naum dormir pq tinha um raio de um bebe com a mae q chorava a noite toda e ocupavam ainda 57,3% do meu lado da poltrona

quase dei uma de udr no bonde da mutilaçao

Manoela disse...

Caralho, Brasília Belém de ônibus já é tenso, imagina SP - Belém... Não tenho coragem não...

Mas enfim... Visite os belos lugares, assita a um por-do-sol na estação das docas, visite a Igreja de Sto. Alexandre, e tantos outros lugares bons que inauguraram depois que eu vim daí...

Vc tá morando onde aí??

Thequila disse...

Ri osseanos com tudo isso
Highway To Hell asuheas
abraço, e boa sorte!

Yama disse...

Pirulito do dhalsim
Essa é ótima!

Poderia ter passado por aki
Eu andava tao doente esses dias q mais passava tempo na republica do q na faculdade.

Vai fazer falta em santos...

carol disse...

POR FAVOR ESCREVA UM LIVRO suihioahduiahsd as aventuras de pedro schor aiudhsuiodhaushdahsidhadhuasdhuhsdh

Lorraine disse...

"mas como a peãozada é foda, botaram dublado, arrancando todo meu interesse em assistí-lo."

Também perco a vontade de ver quando colocam dublado xDDDD


e que bom que vc tem uma vida ativa!sahusahusa :DDD

*****;

K1 disse...

Eo rí. xD Sensacionais seus textos.

E eu achando que as 14h de viagem p/ Espírito Santo era muito. =_=' Ficou no chinelo. E somando a volta, mal supera a metade.


Abraço
Flwz o/

Fong disse...

velho, espero que tudo dê certo ae pra você

realmente sentirei sua falta por aqui =(

Patty disse...

Então tá, né? Busão até Pará? Rá! Fichinha!!!

caralho Loner, muito corajoso de sua parte ir até a terra do Calypso de buso. Louvável! \o/

A ignorância para não ser trágica, é cômica! Mijo, feze, Ribeirão Tranqueira...

Good Luck!